Rio, trânsito intenso. Coloco o ponteiro do velocímetro oscilando no limite da via. O motor soa baixo. Aciono o meu “on” imaginário. Eu ali, faixa da direita, ao meu ritmo, uma mão no acelerador e outra sobre o tanque; a linda Guanabara com seus habituais navios e plataformas que vagam em suas águas poluídas; pão de açúcar ao fundo, um avião perto de tocar o solo, carros que passavam apressados por mim e outros tantos parados numa imensa fila no sentido contrário, o céu alaranjado de um fim de tarde refletido na viseira negra diante dos meus olhos. O mundo todo se enlouquecendo com pressa e eu seguindo do meu jeito. Como diz a música, “that’s why, I pay no mind".
sábado, 30 de julho de 2011
quinta-feira, 28 de julho de 2011
domingo, 3 de julho de 2011
Onde é a fila?
Eu odeio fila. É um mal crônico. Não meu, claro, mas de todas as coisas que formam filas. Odiar filas é algo completamente aceitável e compreensivo, pra mim e muita gente, e atualmente é uma das poucas coisas que podemos dizer abertamente sem que sejamos perseguidos pelos olhares politicamente corretos – a não que você queira furar a porra da fila.
Eu odeio filas. Quem não as odeia? Existe fila para tudo! São tantas que possuem nome e adquirirem status de 3ª pessoa, “nossa, como a fila cresceu!”, “uma fila enorme, fazia curva e tudo”.
Não há como fugir, nossa vida é feita de filas. O sujeito sai pra trabalhar e encara o trânsito que é feito de filas de carros, ônibus e caminhões (exceto as motos, veículos abençoados, não enfrentam a fila, vão pelo corredor mesmo), e se ele depende de transporte público antes das do tráfego vai encarar a do ponto de ônibus que leva a outra: a pra subir ao veículo; e nem posso esquecer da fila de vendedores ambulantes no congestionamentos nas avenidas e estradas. Voltando: quando chega ao edifício onde trabalha, uma construção no centro, dos anos 50, a fila dos elevadores está lá, e quem não trabalha aí, vai encarar a da identificação; a hora do almoço é um momento de muitas filas nos restaurantes, se este for os de comida “a quilo”, há duas: a pra encher o prato e a pra pagar, e não se sabe qual das duas é a pior, porque se na primeira sempre há alguém que demora anos pra decidir se coloca ou não a cenoura no prato (essa eu não respeito, furo!), na outra, a máquina eletrônica pra pagar com cartão sempre dá uma pane. Depois de comer, pode-se ir ao banco, o melhor lugar que representa o significado de estar numa fila. Hoje, são filas porque há a dos caixas humano e eletrônico, e claro, se o segurança barrar ninguém na porta giratória haverá uma terceira, pra entrar – e pensar que toda tecnologia que os bancos adoram falar e cobrar em suas taxas de serviços foi pensada pra acabar com a fila.
Filas não respeitam cor, religião, condição social nem a calçada para os demais passarem. Quem tem grana, não enfrenta fila, quem tem amigo bom, tampouco. Fila é para muitos, e não para poucos. É uma desgraça apoiada pelo desejo de impor ordenar as coisas, pela civilidade. Mas nem tudo é desgraça, numa fila pode haver alguém interessante. Conheci um cara que paquerava onde fosse, e, segundo ele, filas são perfeitas. Mesmo assim: eu odeio fila.
Eu odeio filas. Quem não as odeia? Existe fila para tudo! São tantas que possuem nome e adquirirem status de 3ª pessoa, “nossa, como a fila cresceu!”, “uma fila enorme, fazia curva e tudo”.
Não há como fugir, nossa vida é feita de filas. O sujeito sai pra trabalhar e encara o trânsito que é feito de filas de carros, ônibus e caminhões (exceto as motos, veículos abençoados, não enfrentam a fila, vão pelo corredor mesmo), e se ele depende de transporte público antes das do tráfego vai encarar a do ponto de ônibus que leva a outra: a pra subir ao veículo; e nem posso esquecer da fila de vendedores ambulantes no congestionamentos nas avenidas e estradas. Voltando: quando chega ao edifício onde trabalha, uma construção no centro, dos anos 50, a fila dos elevadores está lá, e quem não trabalha aí, vai encarar a da identificação; a hora do almoço é um momento de muitas filas nos restaurantes, se este for os de comida “a quilo”, há duas: a pra encher o prato e a pra pagar, e não se sabe qual das duas é a pior, porque se na primeira sempre há alguém que demora anos pra decidir se coloca ou não a cenoura no prato (essa eu não respeito, furo!), na outra, a máquina eletrônica pra pagar com cartão sempre dá uma pane. Depois de comer, pode-se ir ao banco, o melhor lugar que representa o significado de estar numa fila. Hoje, são filas porque há a dos caixas humano e eletrônico, e claro, se o segurança barrar ninguém na porta giratória haverá uma terceira, pra entrar – e pensar que toda tecnologia que os bancos adoram falar e cobrar em suas taxas de serviços foi pensada pra acabar com a fila.
Filas não respeitam cor, religião, condição social nem a calçada para os demais passarem. Quem tem grana, não enfrenta fila, quem tem amigo bom, tampouco. Fila é para muitos, e não para poucos. É uma desgraça apoiada pelo desejo de impor ordenar as coisas, pela civilidade. Mas nem tudo é desgraça, numa fila pode haver alguém interessante. Conheci um cara que paquerava onde fosse, e, segundo ele, filas são perfeitas. Mesmo assim: eu odeio fila.
sábado, 25 de junho de 2011
Um político do discurso à prática
Discurso: ... É preciso pensar as soluções para a cidade e o país a longo prazo.
Prática: O negócio é prometer, prometer e prometer.
Discurso: ... o meu governo vai gerar emprego e renda.
Prática: Para os meus filhos, amigos empreiteiros e para quem mais me der alguma coisa em troca.
Discurso: ....Eu vou fazer o que os outros governos não fizeram.
Prática: nada.
Prática: O negócio é prometer, prometer e prometer.
Discurso: ... o meu governo vai gerar emprego e renda.
Prática: Para os meus filhos, amigos empreiteiros e para quem mais me der alguma coisa em troca.
Discurso: ....Eu vou fazer o que os outros governos não fizeram.
Prática: nada.
domingo, 22 de maio de 2011
o errado é quase o certo.
Espera aí, deixa-me ver se eu entendi: o livro didático que será distribuído pelo MEC para uma “cacetada” de escolas públicas Brasil a fora, segundo sua autora, afirma que “nós vai”, “nós é”, “os carro, não são erros gramaticais, e sim formas inadequadas de falar e escrever português. Tudo isso como forma de acabar com o tal do preconceito lingüístico. Ah, sim, agora eu entendi.
Les livres didactiques que seront distribués pour le gouvernement pour beaucoup d'écoles publiques brésiliennes, selon son auteur, affirme « nós vai » et «os carro » ce ne sont pas des erreurs grammaticales, mais ce sont formes inadéquates de parler et écrire Portugais. En français ce serai comme parler « nous alle » ou « les voiture ». Tout cela comme forme de finir avec le préjugé linguistique. Ah, oui, maintenant j’ai compris parfaitement!
The textbook that will be distributed by government for many Brazilian public schools and according to its author, affirms that there aren't grammatical erros in "nós vai” and "os carro”, so it's an inadequate form speak and write Portuguese. In English it would be you spoke something like “we is” or “he go”. It’s a way to end our linguistic prejudice. Ah, yes, now I get it.
Les livres didactiques que seront distribués pour le gouvernement pour beaucoup d'écoles publiques brésiliennes, selon son auteur, affirme « nós vai » et «os carro » ce ne sont pas des erreurs grammaticales, mais ce sont formes inadéquates de parler et écrire Portugais. En français ce serai comme parler « nous alle » ou « les voiture ». Tout cela comme forme de finir avec le préjugé linguistique. Ah, oui, maintenant j’ai compris parfaitement!
The textbook that will be distributed by government for many Brazilian public schools and according to its author, affirms that there aren't grammatical erros in "nós vai” and "os carro”, so it's an inadequate form speak and write Portuguese. In English it would be you spoke something like “we is” or “he go”. It’s a way to end our linguistic prejudice. Ah, yes, now I get it.
terça-feira, 17 de maio de 2011
conseils pour être un motard
On doit oublier tout ce que ses parents disent sur les motos. Les motos ne sont pas dangereuses! Le problème c’est que vous vous sentez comme un Valentino Rossi des voues publiques.
quarta-feira, 27 de abril de 2011
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