Um dia desses, vi num programa quais os impactos que teria o fim dos combustíveis fósseis na produção de alimentos. Um pequeno documentário que tentava encontrar em alguma instituição soluções para um futuro que as pessoas e, principalmente os governos, parecem não ter parado pra pensar. Quando se fala em petróleo logo se pensa em veículos e transporte, e pouco, ou quase nada, na relação entre a produção de comida e o consumo de combustível para que a tenhamos diante de nós sobre a mesa. O combustível fóssil está presente na produção ao transporte. Parece óbvio demais, mas não custa nada lembrar. Fica claro que ainda não estamos preparados e, o que é pior, parece que os envolvidos não pararam para pensar de verdade no assunto, e o tempo está aí, passando.
Uma coisa é certa (e já muito batida): consumimos muito mais do que devemos. A partir do fim dos anos 70, o consumo de petróleo cresceu exponencialmente – lembrando que isso não está relacionado só com o vai e vem de veículos.
Conseqüentemente me fez lembrar os domingos no Rio de Janeiro. Antes domingos eram dias de descanso, nos quais o comércio fechava, os poucos shoppings que havia nas cidades também, as pessoas ficavam em casa ou iam à praia, ao parque, e só. Todo mundo reclamava porque não havia nada pra fazer.
Hoje, os domingos, não são mais os mesmos. A população de gente, de veículos, de shoppings cresceu, e parece que temos mais dinheiro para gastar, ou, na falta dele, os financiamentos e cartões de crédito estão aí para que consumamos mesmo sem precisar. É preciso rever conceitos, como dizia a propaganda – que paradoxo...
Podemos começar se perguntando se realmente é necessário trocar tanto de celular, se realmente precisamos pegar o carro pra it até a esquina, de comprar essas coisas tão pequenas com embalagens tão grandes, de ir ao mercado ou às feiras com sua própria bolsa, de consumir por consumir.
Os ciclos estão aí. Vejo que existe, timidamente é verdade, a valorização da bicicleta como meio alternativo e não poluente de transporte, embora pedalar faça bem à saúde, dentro de um ambiente poluído o que se respira é monóxido de carbono, mas já é um começo, e não precisa ter adesão de todos. Um passo atrás para seguir adiante. Quando o carro era coisa de poucos, os homens iam e voltavam em bicicleta.
São ciclos, e parece que um não está muito longe de chegar ao fim.
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