sábado, 30 de julho de 2011

I pay no mind

Rio, trânsito intenso. Coloco o ponteiro do velocímetro oscilando no limite da via. O motor soa baixo. Aciono o meu “on” imaginário. Eu ali, faixa da direita, ao meu ritmo, uma mão no acelerador e outra sobre o tanque; a linda Guanabara com seus habituais navios e plataformas que vagam em suas águas poluídas; pão de açúcar ao fundo, um avião perto de tocar o solo, carros que passavam apressados por mim e outros tantos parados numa imensa fila no sentido contrário, o céu alaranjado de um fim de tarde refletido na viseira negra diante dos meus olhos. O mundo todo se enlouquecendo com pressa e eu seguindo do meu jeito. Como diz a música, “that’s why, I pay no mind".

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